(tenho medo de ficar assim com este aspecto de louca depois de aturar tanta gente doida)
1. My precious!
Houve um senhor velhinho e querido que me elogiou o nome e o rosto mas que no fim me queria levar o carimbo.
Iza: Isso é o carimbo...
Sr: Não, isto é o meu medicamento.
Iza: Não, isso é o carimbo...
Sr: Não, é o meu medicamento para a tensão.
Iza: Não, é o carimbo.
Sr: Então mas que é que tem cá dentro?
Iza: Nada, quer ver? (espeto o carimbo na folha para ver que é um carimbo)
Sr: Então e o meu medicamento para a tensão?
Iza: Está aqui... (aponto para o lado do carimbo onde já tinha colocado o saco com o medicamento há bastante tempo)
Meteu-me um bocadinho de pena mas até foi engraçado.
2. Sexshop
Um senhor pede-me uma venda para os olhos. Eu achava que não tinhamos mas fui lá dentro confirmar. Responde-me a F.: Não, isso só na sexshop!
3. Do you want tea?
Atendo um senhor que trazia escrito num papel o que queria: Pau d'arco. Diz-me ele que é um chá. Eu não conhecia e vi no computador que o stock estava a zero. Fui lá dentro confirmar. A S. fica parva quando lhe digo o nome do chá e responde: Só conheço o Pau de Cabinda... Esse deve ser genérico!
4. My eyes
Atendi uma senhora, já cliente habitual, que é assim um bocado chata. Fala imenso, pergunta imenso, demora imenso a escolher, etc. Já devia estar com ela há uns 15 minutos quando ela olha fixa para mim e diz: "Ah! Tem os olhos verdes!" Eu, já um bocado farta de a ouvir, respondi arrastadamente: Sim... Do género, é raro repararem mas em que é que isso contribui para este atendimento? Ela responde: Ah é que agora entrou mais luz na farmácia e deu para ver que eram verdes. No escuro, não se nota tanto... Eu pensei: Pois e então é agora que se vai decidir pelo creme? Ela até foi querida mas é preciso muita paciência para a aturar que meia volta dá-lhe para ser bipolar.
5. Outra médica maluca
Perguntou-me o preço de todos os antibióticos daquela substância activa que tinha. Perguntou-me o preço do Maxilase e do Ananase. Perguntou-me repetidamente se não havia genérico desses dois. Eu dizia que não e ela continuava a insistir. Perguntou-me o preço de todas as vitaminas C que tinha. Perguntou-me uma a uma se era comparticipada, até que lhe disse que nenhuma era. Depois perguntou se não havia mesmo uma comparticipada. Disse-lhe que não. Depois pôs-se a pensar no que seria melhor prescrever à pessoa em questão: se Maxilase ou Ananase. Depois lembrou-se que talvez tivesse em casa. No fim de contas, não levou nada, disse que passava depois. Porra, haja paciência para tantos malucos!!!!
6. Iza, a vidente!
Iza: Em que nome deseja a factura?
Utente: No meu nome.
Eu devo ter ar de bruxa, só pode, para acharem que eu adivinho...

