Hoje foi (mais) um dia de ataque às farmácias.
Primeiro, vejo uma senhora já perto de idosa a dizer na televisão (ela é que pediu o microfone para falar e tudo, mostrar a sua indignação e tal) que uma vez foi à farmácia com 2 receitas, uma de genéricos e outra não, que até tinha mais medicamentos. Ela diz que pediu tudo em genéricos e, passo a citar, "a própria médica da farmácia não me quis dar" (como quem diz, a velhaca!). Opah indignada fiquei eu!
Ponto nº 1: na farmácia não há médicos sim? Há os chamados doutores que são os farmacêuticos.
Ponto nº 2: não é "não quis dar", muito provavelmente, mas mesmo muito muito, não pôde porque a receita devia estar trancada e portanto tem que dar o que está lá escrito mesmo que a pessoa prefira genéricos. Quer tudo em genéricos, tem que pedir ao médico quando estiver a passar a receita mas não, é muito mais fácil dizer mal das farmácias e farmacêuticos que são uns gatunos não é?! Sobretudo quando não se percebe nada do assunto...
Segundo, num canal que já não me lembro qual, disseram que as farmácias lucram o dobro do comércio retalhista. Antes de vir para aqui dizer baboseiras, fui pesquisar o que é o comércio retalhista e agora posso dizer que acho que é muito mentira. Porque as margens de lucro nas farmácias, que eu saiba, não excedem os 25% e só para alguns produtos (tipo cosméticos) mas nas lojas do comércio retalhista tradicional apanham-se preços 2 ou 3 vezes superiores, ou seja, margens de lucro muito maiores.
Mas pronto, o que interessa é dizer que as farmácias ganham muito (o que foi verdade durante muitos anos mas agora já não é bem assim) mas nunca ouvi noticiar que há cada vez mais farmácias a falir (mesmo muitas) ou em sérias dificuldades de se sustentar a si e aos funcionários. Mas não, nós somos todos muito ruins! E digo nós porque estou a caminhar para ser farmacêutica.
E detesto que digam mal da minha futura profissão, e do ramo em si, sem perceberem como as coisas funcionam, nem que seja o mínimo, tipo mandar postas de pescada assim para o ar!
Haja paciência para aturar gente ignorante.